O eixo intestino-cérebro já é um mecanismo bem estabelecido, sendo que muitos distúrbios neurológicos e emocionais têm substâncias reguladoras e/ou moduladoras produzidas pela microbiota. E o eixo intestino-pele, você já ouviu falar?
Ele diz respeito à conexão direta entre a saúde intestinal e a aparência da pele. Por isso, tudo o que acontece no intestino tende a se manifestar também na pele.
É justamente essa ligação que explica por que a pele costuma apresentar acne quando há consumo excessivo de açúcar e álcool, como costuma acontecer nas festas de fim de ano, e por que ela aparenta estar mais bonita, luminosa e saudável quando nosso organismo está em equilíbrio.
O que é o eixo intestino-pele
A pele é o maior órgão do corpo humano e funciona como uma proteção contra agentes externos, formando uma barreira física importante.
Ao mesmo tempo, ela também participa da eliminação de substâncias por meio do suor e da presença de bactérias.
Quando o intestino está sobrecarregado por toxinas, inflamado ou com a mucosa comprometida, esse desequilíbrio pode acabar repercutindo na pele, provocando sensibilização e irritações.
Essas alterações podem aparecer na forma de acne, psoríase, queratose pilar, eczema, entre outras condições cutâneas.
Como o intestino afeta a pele
Quando o intestino está inflamado, a chance de a pele também apresentar inflamação e sensibilidade aumenta.
Isso acontece porque o intestino tem a função de quebrar os nutrientes dos alimentos e enviá-los para todo o corpo por meio da corrente sanguínea.
Embora a pele seja o maior órgão, ela não é considerada prioridade em relação a estruturas vitais, como fígado, rins e coração.
Assim, se o intestino não consegue absorver nutrientes em quantidade adequada, o organismo direciona esses nutrientes primeiro para os órgãos mais essenciais.
Como consequência, a pele pode acabar ficando carente de nutrientes e mais suscetível a inflamações.
O que ajuda a equilibrar intestino e pele
Por outro lado, quando a microbiota intestinal está equilibrada, com ingestão adequada de fibras vindas de alimentos como frutas, legumes e verduras, quando a mucosa intestinal recebe suporte nutricional, quando as bactérias benéficas são favorecidas por alimentos fermentados, e quando há moderação no consumo de álcool, açúcar e cafeína, a pele tende a refletir esse mesmo equilíbrio.
Isso acontece porque, quanto menor a inflamação intestinal e quanto maior a presença de bactérias benéficas, melhores tendem a ser as condições para a saúde da pele.
Além disso, quando o intestino recebe nutrientes de qualidade e há redução do consumo de alimentos que favorecem inflamação e desregulam a microbiota, sua capacidade de absorção também melhora.
Dessa forma, o organismo consegue disponibilizar nutrientes suficientes tanto para a pele quanto para os demais órgãos.
Para reforçar ainda mais essa conexão entre intestino e pele, o uso de fibras e prebióticos como suplementos pode contribuir fornecendo os nutrientes que a microbiota precisa e que não conseguimos obter da nossa dieta.
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